ontem foi um daqueles dias que terminam com coisas gostosas, como 3 amigas se entupindo de pastel e cerveja e trocando presentes. fui dormir pensando nos meus amigos. nos que já passaram, nos divertidos e interessantes que estou conhecendo, nos que amo demais. pensei nos que me irritam às vezes, mas que nunca serei capaz de deixar, seja por amor ou por pedido de uma mãe que já se foi (ou os dois). pensei nos amigos que nem lembro como foi o primeiro oi, mas que estão sempre do meu lado to-do-di-a resmungando da vida e do trânsito e que sei que são para todo o sempre. dos amigos que amo tanto e que me sinto tão em casa que queria que fossem outro tipo de amor só pra variar. dos amigos que viajam comigo e quando partem com outros amigos me compram bandeira e mandam muitas fotos e relatos que me fazem gargalhar. dos amigos que eu amava daquele outro jeito e mais que tudo, mas que foram uma decepção tão grande que já não consigo mais olhar e sorrir. dos amigos que também amei daquele outro jeito e que me mandam trabalhos hoje em dia pra eu ver como ficaram, comentando algo engraçado e perdido há mais de 8 anos. dos amigos que se lembram de uma outra vida, pra lá de 10 anos, porque viram um episódio de friends e acabaram criando grupo no whatsapp (porque os filhos não deixam sobrar tempo para encontros) pra continuar a conversa de onde parou. dos amigos que ainda não conheci e que estão em outro continente, mas que no meio das indas e vindas entre frança e inglaterra separam um tempo para um e-mail bilingue atualizando tudo. dos novos (potenciais) amigos, que me enchem de animação pelas novidades mas que acabam botando um elefante branco no meio da sala com um beijo esquisito. dos amigos que já foram mais que amigos e me tiraram da letargia e tristeza de um amor interrompido há muito com cafunés e sexo pra virarem super amigos de cartas em papel e visitas via ponte aérea. dos amigos que adoram rosa e me acham uma flor, apesar dos meus espinhos de cactos, e tomam as minhas dores no trabalho. dos amigos no outro lado do país que parecem tão perdidos que tenho vontade de por no colo e dizer que vai ficar tudo bem, apesar de saber que não vai. dos amigos enormes que dão os melhores abraços e gritam meu nome a plenos pulmões quando passam por mim dentro de um ônibus na praia do flamengo, me matando de vergonha. tantos outros...
devia dormir mais vezes pensando neles. são o que fazem a vida valer a pena.
<3 <3
ResponderExcluiré tão bom quando você lembra que tem um coração. <3 hahah
e olhando seu texto sua vida não parece nada parada.
Eu sou a amiga besta e carente que fica tentando se achar no texto mas se identifica com vários desses amigos. Plural como o universo (pessoano). hahah
Te amo, mesmo nós sendo extremo-opostas, como vc disse, e você é a amiga mais mal-humorada que eu tenho. <3